SÃO FRANCISCO DE SALES E O PADRE ENVERGONHADO.Sobre a Confissão

 

Certa vez, São Francisco de Sales, bispo de Genebra-Annecy (França), estava em visita pastoral a uma paróquia e atendeu a Confissão do pároco. Depois, seguiram de barco para visitar as comunidades. O padre permanecia o tempo todo calado. Então, São Francisco de Sales lhe perguntou:

“- Padre, o senhor é sempre tão falante. Mas agora está calado. O que houve?”

“- Eu estou com um pouco de vergonha, Dom Francisco”, respondeu.

“- Vergonha do quê, de quem?’, perguntou-lhe o Santo.

“- Ora, do senhor, pelos pecados que lhe contei”.

“Que pecados, meu amigo?”, perguntou São Francisco rindo.

“- Os que lhe contei e que o senhor absolveu.”

“- Não sei de pecado nenhum”, respondeu docemente o santo. “- Se até Deus esqueceu, que sou eu para lembrar.”

 

Na Confissão, depois de absolvidos, Deus esquece os nossos pecados, porque verdadeiramente nos perdoa. A Deus não interessa lembrar de nossos defeitos. Também o padre que nos ouviu esquece, de modo que, se nos vermos dali a pouquinho na rua, numa festa, num trabalho ou mesmo na igreja, não nos olhará com essa recordação, pois, o primeiro a acreditar que o pecado já não mais existe é o padre, sendo ele a proclamar nossa absolvição. Também o penitente deve esquecer os pecados confessados, para não os repetir, para não ter vergonha do padre e para não duvidar do poder da misericórdia de Deus. É isso!

 

Por Pe. Nildo Moura de Melo, OSFS

 



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dinâmica da Flor de Papel (recolhida pelo autor)

Roteiro de orações para procissão de Corpus Christi

Oração do Padrinho e Madrinha de Crisma