HISTÓRIA DA CICATRIZ
Um de rapazinho de 12 anos foi matriculado numa nova escola. Ele tinha uma cicatriz no rosto que o deixava numa situação tão deprimente que as pessoas ficavam com medo e não queriam olhar para seu rosto. Esse foi o seu tormento ao entrar naquela escola. Todos os dias, quando chegava na sala de aula, os colegas riam, abaixavam a cabeça não queriam olhá-lo.
A professora, diante dessa
situação, buscou uma solução: vamos colocá-lo bem na frente de todos, na
primeira classe. Assim, ele entra antes de todos os colegas e sai depois de
todos. E ninguém vê, porque ele fica sentado na frente.
E quando a professora fez essa
proposta, o menino altaneiro respondeu: “eu quero falar para os meus colegas o
porquê dessa cicatriz no meu rosto”. E levantando-se, falou a todos:
“Quando eu tinha lá meus sete
anos, morávamos minha mãe, meu pai, meus dois irmãos e eu. Nossa casa era muito
pobre. Apesar da pobreza, nós nos amávamos muito. Um dia aconteceu uma
fatalidade: a nossa casa pegou fogo. E, na hora que percebemos o fogo, minha
mãe me pegou pelo braço, pegou meu irmão e saiu correndo para fora, levando a
gente. Mas quando foi voltar para pegar minha irmãzinha, que era a menor de
todos, os vizinhos não a deixaram, pois o fogo estava muito forte. E eu,
criancinha, vendo a minha mãe naquela situação de desespero, sai correndo e
entrei na casa, fui atrás da minha irmãzinha. Encontrei-a lá. O fogo já estava
quase pegando ela. Eu a tomei no colo e quando ia saindo com ela, caiu um
pedaço de pau muito grande, com fogo, e bateu no meu rosto. Mas eu salvei a
minha irmã. Agora estou com essa cicatriz. E todos os dias quando eu chego em
casa, a minha irmã me acolhe, dá um beijo na minha cicatriz e me diz:
“Obrigado, meu irmão, porque essa cicatriz me salvou.”
Eu quero te apresentar agora a
cicatriz que te salvou: o lado aberto de Cristo, as marcas em suas mãos, em
seus pés, em todo o corpo seu. Essas cicatrizes te salvaram, porque elas são
amor, o amor de Cristo que tendo amado os seus, amou-os até o fim. Então beije
essa cicatriz. E todos os dias, diante dos sofrimentos, diga: “que a tua
vontade seja feita.”
Pe. José Augusto por Pe. Nildo
OSFS
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