Os dois irmãos
Maria
morava na cidade e o primo Joaquim no campo. Eles eram como irmãos, mas um dia
Maria se chateou com Joaquim porque, ao visitá-lo, ele deixou de jogar “play”
com ela para acompanhar a mãe na tiragem do leite e colheita na horta.
Maria,
então, reclamou à sua avó. E a avó lhe contou uma história:
-
Eram dois irmãos, Caim e Abel. Caim vivia na cidade. Seu nome é semelhante ao
barulho de um ferro forjando o alumínio: “caim, caim, caim...”. Abel era pastor de ovelhas, morava no campo,
e seu nome, na pronúncia hebraica, parece o sopro do vento no campo:
“habellll...”. Assim como você ficou brava com seu primo, Caim embraveceu com
Abel. E agrediu Abel, tirando-lhe a vida. Muito triste! Não era para ser assim.
Esse conto, minha neta, está na Bíblia - a vovó sabe de memória. Ele mostra o
conflito entre o campo e a cidade. Você e seu primo também tem este mesmo
vínculo e devem festejar a conexão entre campo e cidade, jamais entrar em
conflito.
A
vovó continuou:
-
O campo e a cidade têm dinâmicas diferentes, mas sempre estiveram em conexão. O
ser humano aprendeu a cultivar o campo e formou as cidades. O campo é o
abastecedor da cidade, oferecendo matéria-prima e alimentos. A cidade produz
manufaturados e outros que sempre beneficiam o campo. Essa conexão fez com que
o campo e a cidade se desenvolvam. Agora, pergunto-lhe: o que você pode
aprender com essa história?
-
Que meu primo e eu – respondeu Maria - temos modos diferentes de viver, de
brincar, de administrar o tempo e de produzir. Mas essa diferença é benéfica, enriquecedora,
festiva e de forma alguma conflitiva.
Abraçando
Maria, disse a avó:
-
Isso mesmo, menina. Parabéns! Corre lá, ajuda seu primo, e depois ele brincará
com você. E festejem esta conexão campo-cidade. Porque campo e cidade são mais
que primos, são irmãos. Eu irei preparar um bolo de festa com os ingredientes e
os instrumentos do campo e da cidade, pois a vida de irmãos deve ser uma festa.
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