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Um olhar agradecido no caminho percorrido

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São Francisco de Sales, um dos grandes mestres de espiritualidade, nos ensina que “o caminho não é feito para estar sentado mas para andar” (TAD III, I). Todas as vezes que lembramos de caminho paralelamente lembramos de caminhada. Quando alguém nos mostra um caminho, é sempre para que o percorramos, para que saibamos como é que se vai ou que se chega. O caminho nunca é para ele mesmo, o caminho é para quem precisa seguir. Na vocação pessoal e na vida cristã cada passo é importante. Os passos marcam sempre algo a mais, por menor que seja. Os passos deixam-nos sempre mais próximo da chegada e mais distantes da partida. Falamos do passo à frente, não do passo que rodeia a si mesmo ou do passo que recua. No caminho de Jesus (o primeiro nome comum de nossa Igreja foi justamente O Caminho) só se pode voltar atrás e parar para socorrer o irmão ( Lc 10, 30-37) , agradecer e testemunhar a graça (Lc 17,11-19) , descobrir quem é o Senhor que realiza a libertação (Jo 9, 1-37) e voltar à casa...

A Rosa e o Muro

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Ela tem um contraste Por detrás de sua grandeza. Floriu sem medo destes traços Que não inibem sua beleza. Quantos muros enrudecidos Na história de tantas rosas Pospondo-se entristecidos Para que permaneçam medrosas! Quantas rosas desabrochando, Simplesmente dando-se à vida que tem Arriscando ser o que acredita ser Apesar do olhar severo de outrem! Ela é a rosa plantada a beira do muro, Cintilando diante do austero vigilante. Ela é o que conseguiu ser nas estações da vida Com a força frágil de um beleza contrastante.

O silêncio como amparo na morte de um ente querido

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Palavras são como remédio: aliviam a dor, curam feridas, estimulam a vida. Mas é preciso ser a palavra certa, na hora certa, do jeito certo. Palavras e remédios também fazem mal, mesmo que a intenção seja boa. É sábio não falar do que é desconhecido, não receitar o que não é de nossa competência e ser consciente de que não é a quantidade, mas a qualidade do remédio e da palavra que, de fato, socorre aquele que padece. O silêncio oportuno nos momentos mais sofridos da vida é uma das mais altas formas de empatia e solidariedade. É o amparo que vale, pois a dor não se explica. O silêncio que acolhe, que escuta, que respeita, que chora junto, que transmite esperança e benquerer, é mais fecundo que muitas palavras. Ele mesmo cria espaço para as palavras se encaixarem e cumprirem a missão que lhes cabe. O silêncio é amigo da palavra. No luto, por exemplo, a postura humilde de quem oferece primeiro os ombros que as palavras – ombro é metáfora do silêncio sábio e companheiro, jamai...

Dinâmica para reflexão da Perícope da Samaritana

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Distribuir um copinho descartável Distribuir o desenho de um coração em papel azul claro 1º Passo Ler a perícope Jo 4, 1-42 2º Passo Iniciar o diálogo com os participantes. Amigos, cada um de nós recebeu um coração de papel. Tomemos este coração nas mãos e, olhando para ele, vamos refletir. Façamos o exercício de recordar o que cada um de nós pensou nesta última semana, nos mais recentes sete dias que se passaram. O que andou tendo espaço em nosso coração? Vamos penar nas coisas boas, mas também nas coisas ruins que nós pensamos e sentimos. Pensemos na gratidão que sentiu nosso coração, na alegria, na solidariedade... Pensemos na tristeza, no medo, na raiva, no ciúme, no egoísmo... O que se passou em nosso coração nos dias desta última semana? 3º passo Todos recebemos um copinho. Ele representa o balde, o cântaro da samaritana. Representa o coração dela, o coração de quem tem sede de vida, de amor, de liberdade e paz. Acima de tudo, representa o no...

Os noivos já casados (quarta de cinco poesias sobre o dia do Matrimônio)

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Esposo Quando meus pés aqui tocaram Você já vivia em mim Mas ainda éramos dois. Eu e a história minha  Buscando-te sem fim Querendo tanto esse depois. Esposa E eu, quando cheguei,  Sabia que você estava aqui Esperando só por mim. Trazia-te em meu peito Mas não te tinha desse jeito Como agora o tenho, enfim. Esposo Sim, já não somos mais dois Mas uma só carne e um só coração, Sem cicatriz nem separação. Eu contigo, você comigo, E Deus aninhando-se em nós Como notas na canção. Esposa Vem, vamos, amado meu, Nossos nomes dar a Deus Sob o símbolo dessa cruz. Meu nome tem o teu,  Sua vida tem a minha O amor é nossa luz. Esposo O Senhor recebeu-nos em sua casa Fez de nós uma família E nos cobriu com suas asas. Fez do nosso amor Um sinal do amor seu E nos deu paz, alegria, vigor. Esposa e esposo Agora, da casa de Deus  Para a nossa casa, Do Amor Infinito  Para o nosso amor bonito. Somos um casal, temos um lar Deus uniu, ninguém vai separar. Pe. Nildo Moura de Melo...

Os noivos recebem as alianças (terceira de cinco poesias sobre o dia do Matrimônio)

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Noiva Pode entrar, criança inocente, Trazendo nas pequeninas mãos O sinal do amor da gente. Noivo Precioso sinal feliz Do amor que prometemos, Sem divisão nem cicatriz. Noiva Preciosos são teus olhos Que me encontraram na multidão E me elegeram a teu coração. Noivo Recebe, então, esta aliança, Que Deus mesmo abençoou: É meu coração que nela te dou. Noiva Porque o meu coração mora no teu E o teu coração habita o meu Feliz recebo esta aliança, meu amor. Noivo Quem ver esta aliança no anelar esquerdo Saberá que já mora alguém aqui no peito, Esta mulher que me fez o seu eleito. Noivos E assim será por todo o sempre Eu por você, você por mim: Já não somos dois, somos um até o fim. Noivos Na alegria e na tristeza, Na saúde e na doença, Todos os dias da nossa existência. Pe. Nildo Moura de Melo, OSFS

A noiva ao entrar na igreja (segunda de cinco poesias sobre o dia do Matrimônio)

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Com passos lentos, Sob sinfonia que me estremece Adentro este lugar de prece O primeiro lar, meu amor, De nossa jovem família Edificada na Palavra do Senhor. Entro na casa de Deus Onde mora o Amor Eterno Para te prometer amor infinito. Entro de branco bonito Para me fazer tua esposa Na bênção deste santo rito. E vejo, amor meu, Um lindo sorriso de Deus Enamorado de nós dois. Na lágrima que não posso conter Ao mirar os olhos teus, Vejo a beleza de agora e do depois. Que lindo também é Ver-te na frente deste altar, Esperando-me de pé. Deus vai nos fazer um E ninguém nos poderá separar Diz meu coração abrasado de fé. Receba a bênção de meus pais, Dá-me o venerado beijo na fronte E nos coloquemos diante de Deus. Segura minha trêmula mão,  Sinta meu emocionado coração  Estou e sempre ficarei ao lado teu. Pe. Nildo Moura de Melo, OSFS